O sucesso incomoda as pessoas?

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“Se o meu sucesso te incomoda, faça como eu, trabalhe”. ( Frase popular)

Seja uma profissional de destaque no mercado de trabalho e conquiste o sucesso investindo em você mesmo.Conheça os 10 passos para o sucesso profissional e coloque todos eles em prática.

1. Tenha objetivos:

O primeiro passo para alcançar o sucesso profissional é fazer um planejamento da sua carreira. Analise, pesquise, procure informações sobre a área em que deseja atuar. Sabendo mais sobre o caminho que você deseja seguir, fica mais fácil definir seus objetivos. Depois, trace metas de curto, médio e longo prazos e estimule prazos para alcançar cada uma delas.

2. Explore seus pontos fortes:

Além de saber quais são suas limitações, é preciso que você saiba quais são seus maiores talentos e habilidades. Descobrir seus pontos fortes e usá-los na prática a seu favor aumenta suas chances de se destacar na vida profissional.

3. Reavalie suas metas:

Sempre que necessário, reavalie seu planejamento e faça as adaptações necessárias conforme as mudanças do mercado, mas sem perder o foco.

4. Busque capacitação:

O mercado de trabalho muda constantemente e é preciso estar atenta para saber quais habilidades são necessárias para alavancar sua carreira. Procure cursos de seu interesse, investir em qualificação certamente conta pontos positivos na hora de uma contratação e abre portas para as promoções.

5. Seja flexível:

As empresas procuram profissionais que saibam aceitar as diferenças entre pessoas e estejam preparados conviver com situações inusitadas. É o famoso “jogo de cintura”. Às vezes, tomar decisões e agir de maneira diferente, fugindo do convencional, cedendo e se adaptando às situações pode proporcionar novas experiências. Mas lembre-se de manter o equilíbrio.

6. Saiba trabalhar em equipe:

Saber realizar um bom trabalho com outras pessoas é uma das características indispensáveis para o sucesso profissional. Mantenha um bom relacionamento com os colegas de trabalho, exponha suas idéias e saiba ouvir o que os outros têm a dizer.

7. Destaque-se:

Use a criatividade e tenha idéias inovadoras. Demonstre interesse em aprender coisas novas, apresente soluções e busque os melhores resultados. Tenha atitudes positivas, pense em como ajudar outros com seus conhecimentos, seja uma pessoa com quem todos podem contar.

8. Mantenha uma boa rede de relacionamentos:

Ter bons contatos é essencial, é uma boa chance de se fazer notar no meio profissional e ainda conhecer pessoas interessantes. Guarde os cartões de visita que recebe, mantenha os e-mails das pessoas conhecidas sempre atualizados, utilize os recursos que a internet oferece, como as redes sociais.

9. Use o marketing pessoal:

Aprenda a vender a sua imagem em benefício da sua própria carreira. Mostre seu valor pessoal e suas qualidades dando bons exemplos no dia-a-dia. Demonstre eficiência, interesse, iniciativa, persistência e motivação. Atraia a atenção das pessoas, seja interessante.

10. Encare os novos desafios:

Aceite os desafios e aproveite para mostrar sua competência quando precisar realizar uma tarefa que exige maior responsabilidade ou diferente das que está acostumada. Na vida profissional, quem demonstra confiança em si mesmo tem muito mais chances de se destacar.

Max Geringer também comenta o seguinte: “O sucesso consiste em não fazer inimigos!…” Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1: “Colegas passam, mas inimigos são para sempre.” A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender. Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é.

A ‘Lei da Perversidade Profissional’ diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos. Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos.

Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória. Então perdoe seus inimigos!… Mas não esqueça seus nomes!”

(Por Antônio Alves dos Santos, Fonte: Administradores.com.br)

A escolha é sua: foco no problema ou na solução?

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“(…) Já perceberam que quando compramos um carro de determinada marca, quando saimos na rua, os carros da mesma marca parecem lhe perseguir, o que antes não acontecia? Eles surgem das vielas, dos becos, das avenidas, de todos os lugares. O que será isso? E uma mulher grávida então… Para as mulheres que estão gestantes e para os homens que têm uma esposa nesta situação… Outras grávidas surgem em sua frente como nunca antes, elas praticamente brotam do chão, não é verdade? Parece que o mundo todo resolveu engravidar junto com vocês. E aí? Será que é realmente isso?

Eu acho que não! Eu acredito que tudo o que você foca, tende a expandir, crescer, ter mais notoriedade e importância para você. E será que isso só acontece com as coisas boas? Com certeza não! O mesmo ocorre com as coisas ruins. Se dá muita atenção a elas, pronto! Elas crescem, aumentam de proporção. Exemplo prático na vida pessoal: Carnaval de Salvador. É sabido por todos a fama que a capital baiana tem pelo seu carnaval, maior festa popular do mundo, etc, etc. Mas sabemos também que é humanamente impossível aglomerar tantas pessoas e não ocorrer nenhuma confusão. Pois bem, se você vai para o carnaval de Salvador com a intenção de ver as confusões vai sair daqui apavorado, estupefato. Mas se for com o intuito de se divertir, vai voltar apaixonado pela festa (se voltar). Isso também confirma a minha crença.

E quanto às organizações? Também é possível aplicar esta “técnica” para amenizar os problemas? Em que devemos focar? Afinal, o problema existe e isso é fato! Não podemos ser negligentes com eles para que não se tornem piores e venham a prejudicar a gestão do negócio. E então, o que fazer neste caso?

No contexto profissional, devemos focar nossas atenções na SOLUÇÃO dos problemas e não neles propriamente ditos. Por muitas vezes, as pessoas ficam imaginando o tamanho do problema que têm em mãos, ou pensando como deixaram que determinada situação chegasse àquele ponto. Não estou dizendo que isto é errado, pelo contrário, acredito que essas reflexões são, inclusive, necessárias, mas elas devem ocorrer depois do problema solucionado para que você aprenda com a experiência, entretanto não podemos perder tempo pensando nisso antes de resolvê-lo. Vamos focar nossa atenção na solução dos problemas. Vamos imaginar de que forma podemos reverter essa situação. Vamos colocar em prática essas idéias. E daí, depois de solucionado, vamos sim pensar em como ERA grande o problema que tínhamos em mãos, mas solucionamos! Pensaremos que não mais deixaremos uma situação chegar a este estágio porque vimos como é árdua a tarefa de resolvê-la.

Enfim, a escolha é sua: Foco no problema ou na solução?”

(Autor: Bruno Castro, Fonte: administradores.com.br)

Prevenção da anorexia: o exemplo é tudo!!!

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“A doença psiquiátrica que mais mata no mundo está rondando as crianças. Conhecida por acometer adolescentes e jovens entre 12 e 20 anos, a anorexia – um distúrbio da mente com reflexos severos para o corpo – começa a ficar mais presente no universo infantil.

Suas causas são diversas: de fatores genéticos à pressão dos coleguinhas, da mídia e do próprio modelo dentro de casa. Os especialistas afirmam que, por trás do distúrbio nos pequenos, frequentemente há pais neuróticos com a aparência e a alimentação. ÉPOCA consultou duas profissionais que trabalham com o tema, a endocrinopediatra Louise Cominato, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, e a psicanalista Ana Paula Gonzaga, coordenadora da Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN). Elas listaram 12 dicas de como você pode ajudar seu filho a se livrar da obsessão pela magreza.

1 – Crianças anoréxicas geralmente têm famílias muito exigentes. Não faça cobranças exageradas em relação a tarefas e organização.

2 – Nunca diga este alimento é “bom” ou “ruim”, “engorda” ou “não engorda”. Você pode induzir seu filho a restringir a dieta.

3 – Prefira expressões como “isto é mais saudável”, ou “coma um pouco de cada coisa”.

4 – Não expresse uma preocupação excessiva com o corpo perto dos pequenos. Você é o principal modelo para o seu filho.

5 – Cuide também das dietas mirabolantes. Evite contar calorias e cortar alimentos.

6 – Encoraje seu filho a provar todo tipo de comida. É importante para o crescimento. Por que, afinal, um brigadeiro não é saudável?

7 – Não proponha, a não ser por recomendação médica, uma dieta para a criança. É importante que ela coma de tudo, até os alimentos mais atacados, como gordura e açúcar.

8 – Não estimule os apelidos relacionados à forma física, como gordinha, fofinha, redonda, bolacha, baleia…

9 – Não associe comida a castigo ou premiação. Comida é comida (e chocolate, definitivamente, não é prêmio).

10 – O momento da alimentação precisa ser agradável. Não force seu filho a raspar o prato. As crianças nem sempre precisam da quantidade de comida que os pais acham necessário.

11 – Ajude seu filho a ter uma imagem positiva de seu corpo. Explique que as crianças têm genéticas diferentes, por isso algumas são mais magrinhas que outras.

12 – Esclareça que o modelo de beleza das revistas e dos filmes não é real e não representa a maioria da população.”

(Autor: Aline Ribeiro, Revista Época)

Sistema ajuda a identificar autismo em crianças pela voz

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sxc.hu“Pesquisadores americanos analisaram gravações de voz de crianças em seus ambientes naturais e conseguiram distinguir aquelas com desenvolvimento normal daquelas com autismo ou problemas de linguagem.

Novo sistema já consegue detectar o autismo precocemente. Pesquisadores desenvolveram um sistema automático que pode prever a idade de uma criança, identificar se ela tem autismo ou atraso na forma como se expressa a partir da análise de gravações da voz dessa criança. O estudo foi publicado na PNAS Online Early Edition.

Kimbrough Oller, da Universidade de Memphis, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram cerca de 1.500 gravações diárias de mais de 200 crianças (o gravador foi preso às suas roupas) com idade entre 10 meses e 4 anos. Um sistema automático separa os sons produzidos pela criança de sons do ambiente, e classifica a voz de acordo com as características definidas pela teoria do desenvolvimento vocal. Os pesquisadores identificaram diferenças consistentes entre a voz de uma criança normal em desenvolvimento e a voz daquela previamente diagnosticada com autismo, ou retardo na linguagem. Eles também descobriram que as análises previram, de forma confiável, a idade de uma criança com desenvolvimento normal.

O primeiro fator que ajuda a prever a idade das crianças e as distingue em grupos diferentes é a capacidade de formar os sons das sílabas, que são as bases para a construção das palavras. Os autores sugerem que o método, que permite aos pesquisadores analisar milhares de declarações registradas nos ambientes naturais das crianças, pode em breve ajudar na detecção precoce do autismo e outros problemas do desenvolvimento da fala ou expressão. Quando a doença é detectada precocemente, os tratamentos são mais eficazes e tornam o paciente mais participante da vida em família e sociedade.”

(Fonte: Revista Época)

Como lidar com os distúrbios mentais na infância

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 Shutterstock“João*, de 8 anos, não sorria para os familiares, não gostava de contato social e era agressivo com os pais. Conheça a história da mãe que teve de aprender a amar seu filho!

Os craques santistas Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho são os três ídolos de João*, de 8 anos. Assim como muitos garotos da sua idade, ele adora futebol e toda semana se reúne com os coleguinhas de escola para jogar uma “pelada”. “Sou meia-atacante”, diz orgulhoso. Na vida de João, porém, o esporte é mais que uma paixão ou divertimento. É uma forma dele se socializar e superar as dificuldades de um grave transtorno de desenvolvimento que já trouxe muita preocupação para sua mãe, a engenheira química Cláudia*.

O filho tão desejado por Cláudia nasceu em um parto complicado. Por causa disso, ele teve de ficar internado durante dez dias antes de ir para casa com a mãe. Conforme crescia, João demonstrava um comportamento pouco comum: não sorria para os familiares, não gostava de contato social, era agressivo com os pais sem motivo, não reagia afetivamente e não falava. Para a família, tudo aquilo parecia natural, coisa de criança. Até que, ao completar 1 ano e 8 meses, ele passou a frequentar um berçário. No ambiente escolar, ficou evidente que havia algo de errado: João batia nas outras crianças, não gostava das professoras e evoluía de modo incompatível com a sua idade. Os profissionais do berçário recomendaram então que Cláudia procurasse ajuda médica.

Levado a um psicólogo, foi constatado que João apresentava traços de uma criança autista, apesar de não ter autismo. O diagnóstico: Transtorno Global do Desenvolvimento. Sob o nome, estão incluídos graves distúrbios emocionais e transtornos relacionados à saúde mental infantil. “Os problemas dessas crianças não vêm necessariamente de uma debilidade intelectual nem de uma debilidade física”, afirma Maria Cristina Kupfer, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e estudiosa da psicose e autismo infantis há mais de vinte anos. “Seus problemas vêm de uma falha precoce no estabelecimento da relação com os outros.”

Isso quer dizer que, para crianças como João, a construção do psiquismo voltado para o convívio social não se fez convenientemente. Nosso psiquismo (ou nossa personalidade) é construído para ser um instrumento de relação com os outros, uma espécie de porta aberta para o mundo. “A falha nesse processo é resultado de dificuldades, acidentes, entraves ou impasses ocorridos durante o processo de estruturação subjetiva da criança”, diz a psicanalista Enriqueta Nin Vanoli, da equipe multidisciplinar da Associação Serpiá (Serviços Psicológicos para a Infância e Adolescência), de Curitiba (PR).

A análise do histórico de vida de João pode ajudar a entender como o problema se desenvolveu. Cláudia conta que o fato do menino não corresponder aos carinhos que recebia ainda bebê, evitar o seu olhar e não esboçar nenhum tipo de sentimento criou uma barreira entre ambos. Ela sonhara com um modelo ideal de criança a que João não correspondia. A frustração impedia uma proximidade, uma relação genuína de mãe e filho. “Era como se o João fosse uma criança qualquer. Apesar de estar ao seu lado fisicamente sempre, não conseguia me aproximar emocionalmente. Ele cresceu isolado de mim”, afirma. Cláudia acredita que o problema no parto, de certa forma, criou uma ferida psicológica que marcou o garoto. “A verdade é que eu também tinha dificuldade de amar meu filho, talvez pelo meu histórico familiar. Cresci num ambiente em que as pessoas eram muito fechadas. Costumava me julgar uma pessoa carinhosa, mas dar carinho é diferente de dar amor.”

O relato de Cláudia revela dois elementos que os especialistas costumam notar nos casos em que o Transtorno Global de Desenvolvimento é diagnosticado. Em primeiro lugar, há uma enorme dificuldade para os pais aceitar o não-olhar dos filhos, interpretado como falta de afeto por parte da criança. Em segundo lugar, o problema sempre envolve o menor e o adulto responsável por sua criação, ou seja, ele não pode ser concebido como um fenômeno que acontece com somente uma pessoa. “É preciso tomar cuidado, porém, para não culpar os pais, porque são coisas que não costumam passar pela consciência deles”, diz Jussara Falek Brauer, professora aposentada e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas dos Distúrbios Graves na Infância do IP-USP. “A criança pode estar respondendo a algo de errado que está na mãe e que, às vezes, nem a própria mãe sabe que tem. Só por meio de análise é possível descobrir o que está acontecendo.”

Um estudo epidemiológico feito em 2008 pelo pesquisador americano Myron Belfer mostrou que até 20% das crianças e adolescentes sofrem de algum transtorno mental grave. Se for considerado o espectro autístico, pode-se falar em uma criança em cada 150, de acordo com a agência Centers for Disease Control e Prevention (ou CDC), do departamento de saúde e serviços humanos dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma taxa de 12% a 29% de prevalência de transtornos mentais na infância. De forma geral, a incidência de distúrbios como o de João é maior em meninos do que em meninas. Diagnosticar problemas psiquiátricos em crianças, no entanto, costuma ser difícil. “A partir de seis meses de idade, uma criança já pode mostrar sinais de autismo, como o não-olhar para a mãe, mas isso isoladamente não quer dizer que ela vá se tornar autista”, afirma Maria Cristina. “É muito perigoso pegar um rótulo e colocar num bebê, porque ele vai procurar responder àquilo que todo mundo está falando que ele tem”, diz Jussara.

Daí a necessidade de um diagnóstico feito por profissionais especializados. “Um bom acompanhamento médico é fundamental. Ele envolve um trabalho que deve considerar uma série de fatores, além da sutileza e singularidade de cada caso”, diz Enriqueta. Foi o que aconteceu com João. Após a primeira consulta médica, ele já começou um tratamento que buscava reatar o diálogo perdido com os outros. Sua mãe também passou a se consultar com a mesma psicóloga responsável pelo acompanhamento do filho. “Nas sessões, eu aprendi como superar as minhas dificuldades de relacionamento com ele”, afirma Cláudia.

Trabalhar a mãe e a criança com o mesmo profissional, mas em sessões individuais, é um dos segredos para o sucesso do tratamento. “Esse trabalho conjunto vai na direção da reconstituição da história familiar. A partir dele, tenta-se desfazer o emaranhado que cria problemas para a criança”, afirma Jussara. A experiência da professora da USP mostra que 90% dos 105 menores que atendeu ao longo de sua pesquisa clínica na universidade deixaram de apresentar os sintomas que os levaram ao médico pela análise e correção do que havia de errado entre mãe e filho.

Seis anos após o início do tratamento, João leva hoje uma vida normal. Ele vai a uma escola comum – João está na segunda série do ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo – , estuda inglês e, além de futebol, pratica natação e capoeira. Agora, convive bem socialmente, não se isola mais, gosta de conversar e qualquer dificuldade que tem recorre à ajuda da mãe. “Ele aprendeu a expressar muito bem o que sente. O distanciamento que existia antes acabou”, diz Cláudia. Como João demorou para desenvolver seu lado social, o menino ainda apresenta algumas reações que não são adequadas, como querer exclusividade quando está brincando com um amiguinho.

Para mudar comportamentos como esse, ele frequenta duas vezes por semana a Associação Lugar de Vida, dedicada ao tratamento e à escolarização de crianças psicóticas, autistas e com problemas de desenvolvimento. Localizado no Butantã, na zona oeste de São Paulo, o Lugar de Vida iniciou suas atividades em 1990 como um serviço do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do IP-USP. Lá, João participa de Grupos de Educação Terapêutica (GETs) com outras crianças. Há dois focos de trabalho nos GETs: o primeiro compreende atividades como movimentação em brinquedos de grande porte, corridas, jogos de pátio com regras simples, encenação de pequenas peças, aprendizado de músicas e escuta de relatos de histórias – atividades, em geral, de cooperação grupal para o desenvolvimento do laço social; o segundo foco é na escrita e compreende atividades para o desenvolvimento do desenho, do grafismo e da superação das dificuldades de alfabetização. Para os pais, há uma reunião uma vez por semana em que eles podem conversar sobre os problemas dos filhos com a mediação de uma psicóloga. Nos encontros, compartilham suas dúvidas, obtêm esclarecimentos e trocam experiências. “É bom participar desse tipo de reunião porque a gente percebe que não está sozinha nisso”, afirma Cláudia.

Contar com o auxílio de bons profissionais e abraçar o problema para superá-lo – sem buscar um culpado – foram os principais elementos para a melhora do filho, segundo Cláudia. “Se o pai e a mãe não estão ali para ajudar, nada adianta. No começo, eu e meu marido ficamos muito atormentados com o que estava acontecendo, e juntos conseguimos enfrentar a situação”. A mãe coruja diz que João já sabe o que quer ser quando ficar mais velho: jogador de futebol do Santos, seu time do coração. O menino que antes não sabia se relacionar se apaixonou por um esporte em equipe e ensinou sua mãe a amá-lo.”

* Os nomes foram trocados para preservar a identidade do menor e da mãe

(Autor: Eliseu Barreira Junior, Revista Época)

O prazer de sofrer: por ele a gente se agarra aos amores contrariados

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“Ontem eu percebi que faz tempo que eu não sofro de amor. Almocei com uma amiga que está no meio de um processo de rompimento – no qual ela parece ser a parte frágil – e em nenhum momento da conversa consegui me por na pele dela.

Fui solidário, compreensivo e talvez tenha sido até útil com a minha racionalidade compassiva e a disposição de dividir a minha própria experiência.

Mas, em momento algum fui capaz de segurar a mão dela e dizer, verdadeiramente, como já fiz outras vezes em situações parecidas: “Eu sei o que você está sentindo!” Se tivesse dito isso, eu teria mentido.

Há uma distância enorme entre compreensão e empatia. Compreensão é que está por trás da atitude de um analista quando nos ouve falar das nossas dificuldades. Empatia é o que sente um amigo, ou mesmo um estranho, que está vivendo – e, portanto, sentindo – a mesma situação. Ontem eu fiquei no papel do analista.

Percebi, na amiga, como já percebi em mim, dezenas de vezes, um estranho orgulho da própria dor. A despeito das palavras racionais que ela emite, do desejo declarado de cortar os laços e seguir adiante, há nela uma relutância enorme em se afastar daquilo que a machuca.

Tive a impressão de que ela se agarra à dor como se fosse o mastro de um naufrágio – aquela coisa que a mantém à tona. Tive a impressão, também, de que ela embala, acaricia e alimenta a própria dor. Parece haver conforto nisso, uma espécie de ordem, um lugar de identidade e proteção. O orgulho de quem ouve música no carro, sente os olhos se encherem de lágrimas e pensa: eu amo!

Quem está assim não olha para aquilo que debilita como se fosse algo ruim, da qual é preciso se ver livre. Não! A dor do amor tem algo de sublime, heróico e único – ainda que arrebente o cotidiano, atrapalhe a vida e nos reduza a um pedaço semi-útil de nós mesmos.

Eu, que já fui useiro desse sentimento, desta vez não consegui me identificar com a irracionalidade profunda e teimosa do amor contrariado. Eu percebo as cicatrizes em mim, tenho a lembrança do sentimento, mas não fui capaz de me identificar com ele. Em vez disso, me pus a pensar sobre o que essa situação, ao mesmo tempo banal e estranha, revela sobre as nossas cabeças complicadas.

A primeira coisa que me vem à mente é identidade. É muito difícil saber o que se é a cada momento da vida. São muitos os papéis que nos solicitam e eles frequentemente são contraditórios entre si. A gente sofre tentando saber o deveríamos ser a cada momento.

Os nossos sentimentos também são confusos: como eu me sinto em relação a isso ou aquilo? Como deveria agir? Decisões têm de ser tomadas e os nossos faróis emocionais nem sempre iluminam como gostaríamos. É difícil.

Há, claro, a névoa terrível do desânimo. Há que sair da cama todos os dias e encontrar, meio por hábito e meio por esforço, as razões para tocar adiante quando a vida parece chata e insípida, quando nada brilha o suficiente para nos encher os olhos.

Tudo isso a dor do amor deixa para trás.

Ela simplifica radicalmente a existência. Só existe o objeto do amor e o desejo por ele. A gente se torna esse desejo. Desaparecem todas as dúvidas porque a certeza da dor é imensa e ocupa o espaço. A vida já não parece chata e insípida porque ganha um objetivo claro: sofrer, esperar, ter esperança, todos os dias.

Vista assim, a dor do amor é uma droga mais poderosa do que o amor realizado, é mais forte que um relacionamento de verdade.

Viver um amor e verdade dá trabalho. Ele nos enche de incertezas, nos traz dúvidas sobre nós mesmos e sobre o outro. Às vezes nos coloca em situações desagradáveis, provoca medos. Questiona o nosso papel. Nos põe de frente com as nossas dificuldades e limitações. Uma relação de verdade é uma delícia, mas é, também, um mergulho num mundo complexo e cheio de arestas. Está no capítulo dos desafios que nos fazem crescer.

O contrário disso é o amor idealizado de quem levou um pé na bunda. Este é simples, irreal, vive dentro de nós e, ainda que pareça o contrário, está sob nosso controle. Diferente da vida, que é surpreendente e assustadora, o amor desencarnado é um bichinho de estimação obediente. Pode ser guardado, invocado intimamente ou exibido diante dos amigos ou mesmo da pessoa que nos faz sofrer.

Ao contrário de um ser humano de verdade, esse sentimento não vai nos abandonar numa manhã de sábado. Ele nos pertence verdadeiramente. Pode ficar com a gente por anos. Tem gente que guarda dores como essa pela vida inteira. Dizem: a minha dor…

Minha amiga não vai fazer isso. Ela é esperta, valente, astutamente feminina. Sabe que a vida está pulsando em volta dela, cheia de possibilidades e mistérios esperando para serem desvendados. Como a vida de todos nós, a dela não cabe numa canção amarga que toca no radio. Ou num Ipod inteiro de canções. A vida é maior que a dor. Ainda bem.”

(Autor: Ivan Martins, Fonte: Revista Época)

Amor virtual: a dura volta à realidade

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“Amor virtual? Sexo virtual? Nada mais fácil na internet. Uma masturbação em dupla com direito a fotos, vídeos, webcam e depois? Basta desligar o PC e pronto. Ninguém está na sua vida.Você não traiu a sua mulher ou o seu marido, afinal de contas, foi “virtual”. E por então os seres estarem de lados opostos de um computador ou a quilômetros de distância não são reais?

Os segredos que vocês compartilham não são reais? A amizade estabelecida, o carinho um pelo outro, nada disso é real? Quando dizem “eu te amo” de forma tão bonita, carinhosa e especial não é real? Sinto muito dizer-lhes isso, meus amigos, mas não. Não é real. Você ama uma ilusão de alguém que se passa por outra pessoa. Outra personalidade, outro humor, outro ser humano. Uma construção. Alguém que só existe em dois momentos: quando está com você on line e quando está na sua cabeça dentro do espaço sagrado que você criou pra sua ilusão, o qual pode ser grande ou pequeno, depende de você, do quanto se sentirá envolvido(a).

Você cria a ilusão de que aquela pessoa é ótima, tem bom caráter e que, por um lance do destino ou uma questão divina ela apareceu na sua vida. Isso, se você tem bases de caráter feitas e não está na internet procurando o mesmo que aquela pessoa está procurando: farra, diversão, sexo por sexo. Por que se você está procurando isso, serão duas pessoas a saírem de um relacionamento da mesma forma que entraram: de repente, a partir de um clique. Fácil e simples. Mesmo?

Porque isso só dura enquanto a vida on line estiver prazerosa, ou enquanto a pessoa não enjoar daquilo, com você, que fique bem claro. Porque a pessoa que tem contínuos relacionamentos on line se acostuma a eles. Não tem apenas um e, infelizmente, acredite em mim, diz para você o mesmo que diz ou disse para as outras. Acostuma-se a entrar e sair deles com a mesma facilidade de trocar de roupa. As desculpas e mentiras já estão forjadas na mente da pessoa. E são tantas e tão bem ditas e justificadas que é difícil não cair nelas.

Agora se você ainda é daqueles (as) que acreditam no amor, não é nada fácil. É difícil desconstruir a ilusão. É difícil tirar a venda e ver que você só foi mais um dos muitos casos e observar imponente os flertes do ser amado com outra(s) pessoa(s). Dói. Porque todo engano dói. Do mais simples ao menor engano, ele dói. Dói ter acreditado. Dói ter valorizado algo que não existiu. Dói a derrota. Dói você se sentir um fracasso. Relutamos a acreditar. Dói ter subestimado sua inteligência que te alertava logo nas primeiras mentiras descobertas. Dói, dói e dói.

Dói o não importar-se do presente, já que agora você não mais existe e a diversão é outra para a pessoa. Dói perder um(a) amigo(a) mesmo que ele tenha existido só na sua mente. Dói perder uma amizade inexistente mas que existia na sua vida. Amigos que se falavam todo o dia manhã, tarde, noite. Dói ver a pessoa que usou de argumentos como doença, como precisar navegar menos ficar noites e madrugada on line. Dói ver as mentiras serem descobertas por você. Dói emails que não se respondem mais e desculpas de não terem sido vistos serem jogadas abaixo por conta de palavras da mesma pessoa para outra dizendo que acabou de ver o email dela ou falar sobre coisas de msn. Dói pensar que você falou tantas coisas de sua vida, compartilhou tantos sonhos, desejos e projetos a quem não existia. Dói ainda mais ainda saber que ele nunca sentirá a dor que você está sentindo porque ele é diferente. A sinergia era fictícia.

Facilmente, é tudo simples pra acabar. A pessoa te exclui do msn, dos blogs em parceria, do twitter, de tudo com a desculpa que te ver é “difícil” pra ela. Como se o sentimento tivesse sido verdadeiro. Pois eu afirmo: por mais que tudo tenha começado de maneira casual, com um clique ou uma DM, terminar apenas deletando ou excluindo tudo que se refere a uma pessoa é para os fortes.

E você pode argumentar ainda que se houve decepção, o problema está na outra pessoa, pois depositou sua expectativa de conhecimento, amizade e sinceridade em alguém que mal conhece, como em uma frase que li hoje no Twitter:

“Só se decepciona quem espera alguma coisa. E se você espera algo de quem mal conhece, o problema está em você e não no outro.”

Ótimo argumento para livrar a culpa dos safados. Ora, você esperava o quê de mim se mal me conhecia? Esquecem que a confiança é algo que se conquista dia após dia e exige trabalho. No caso da internet, o “trabalho” é feito com lábia, argumentos e emails, muitos emails e outras validações de sinceridade do tipo “acredite em mim”, “eu agi errado com você no início, mas agora não, além de telefones e vídeos. Trabalho esse que, sinceramente, não sei aonde leva uma pessoa. Talvez a uma diversão sádica e demoníaca em ver o outro(a) ser enganado(a) ou iludido(a). Não sei o que dizer sobre isso, pois não compartilho desses sentimentos. Não engano ninguém. Não costumo mentir e não gosto de mentiras. Nos meus sentimentos, uso a sinceridade e espero a recíproca como verdadeira, porque o que você espera ver no outro é você refletido. Se você é incapaz de fazer uma maldade ou safadeza com alguém, acha que não terão a mesma atitude para com você. Isso é um fato. Mas, acredite em mim, mude seus conceitos. E logo.

Uso na minha vida ON ou OFF os mesmos parâmetros de seleção de amizades, mas erro. Erro muito. Errei feio nos últimos seis meses e até poderia provar isso com um arsenal de provas entre emails, scraps, fotos e vídeos. Existentes e guardados para que eu nunca me esqueça e nunca caia nessa de novo. Errei, principalmente, quando não recuei ao primeiro sinal vermelho. Mas, se serve de consolo, posso lhes garantir que quem me enganou merece o Oscar da Demagogia. E eu hoje o agradeço, pois nunca mais cairei em outra dessa. Se eu já era desconfiada e medrosa com relacionamentos pela internet depois dessa então, nenhuma pessoa que eu já não conheça entrará no meu rol de amizades. Dessa vez fechei a porta e joguei a chave fora. A você, meu querido professor de falsidade, meu muito obrigada!”

(Fonte: http://gramaticaelinguagem.blogspot.com)

Meu amigo imaginário

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“Quem tem filho pequeno sabe bem do que estou falando, pois as crianças entre os 3 e 5 anos tem seu apogeu nos diálogos com o amigo imaginário. Muitas dão até nome e conversam com tanta frequência e com tanta naturalidade e intensidade que acabam deixando seus pais preocupados.

Antigamente as pessoas atribuíam a este comportamento das crianças a capacidade de conversar com “espíritos” de outra dimensão, por esta razão muitas mães tentavam bloquear esta fase impedindo que estas conversas acontecessem.

Outras ficavam bravas e até castigavam seus filhos com medo de que outras pessoas presenciassem e viessem a discriminá-las.

Porém esta é uma fase muito saudável, muito rica e importante para a criança, pois é uma estratégia de organização de pensamento. Na verdade ela está “conversando” consigo mesma, porém como temos sempre que dar uma justificativa às ações explicamos que ela conversa com um amigo imaginário.

Está certo que muitas crianças batizam este amigo imaginário dando mais veracidade, mas o que ocorre é que a criança está aprendendo a lidar com diferentes sentimentos como raiva, medo, alegria, insatisfação e é justamente através deste diálogo que ela consegue compreendê-los. É como se ela, através deste personagem, desse vida a um destes sentimentos e conseguisse compreendê-lo melhor.

Este comportamento também é muito importante para o desenvolvimento da criatividade no faz-de-conta onde ela pode ser a mãe imitando sua mãe, como pode ser a professora se ela estiver na escola como também pode ser a Barbie, a Poly ou quem mais ela quiser ser. Enquanto está representando estes personagens ela pode exercer ações como mandar, brigar, ensinar com total liberdade coisa que não acontece na vida real.

Nós, adultos, também nos pegamos falando sozinhos. Na verdade estamos refletindo em voz alta e já não usamos o “amigo imaginário” como justificativa. Quando refletimos somente em pensamento “voamos” algumas vezes para outros assuntos que nada tem a ver com o pensamento inicial. Já quando refletimos em voz alta estes pensamentos seguem uma linha de raciocínio que nos firma, como uma âncora, no foco não deixando que nos distanciemos com tanta facilidade.

Nas situações em que a criança com mais idade da indicada acima é repreendida pelos pais em razão de ter feito alguma “arte” e vai para seu quarto chorando, normalmente ela vai “reclamando” em voz alta. Esta é uma forma de reflexão sobre o episódio acontecido. Ela ao falar em voz alta esta refletindo sobre a ação dela e a “contra-ação” dos pais e é desta forma que ela consegue analisar e ter uma visão ampla interiorizando o ocorrido.

Então vocês podem me perguntar como devem agir diante desta situação. Eu respondo que normalmente, sem criticar e nem incentivar instigando para que seu filho convide o amigo imaginário para almoçar ou qualquer outro tipo de reforço.

Este é um momento do seu filho(a) e você deve respeitar sem interferir.

Os pais só devem se preocupar quando a criança valoriza demais a existência deste amigo deixando de lado os amigos reais ou quando justifica todas as suas ações como sendo “ordens dadas pelo amigo”.”

(Autora: Cybele Meyer, Site: Mãe com Filhos)

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