“Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.”
(Clarice Lispector)
Perceba
Tenha consciência de seu estado e principalmente a causa ou origem dele.
Aristóteles disse uma vez: “Zangar-se é fácil, difícil é zangar-se com a pessoa certa, no momento certo, na intensidade certa e pelo motivo certo.”
Este milionésimo de segundo em que você pára e escuta seu corpo e mente poderá salvar seu emprego ou de outros. O simples fato de você perceber seu estado já acalma a amigdala que diminui sua atividade e pára de enviar mensagens de perigo para seu corpo.
Analise
Faça como se fosse um observador, uma terceira pessoa e leve em consideração o maior número possível de informações que possam estar envolvidas nesse seu estado principalmente as que lhe contradizem. Durante a análise é fundamental que você peça licença para sua “voz interior” , “seu diabinho”, “seu julgamento” e permita-se ver o outro lado e suas motivações.
Reflita
Com a análise feita ai é a hora de botar em prática o seu julgamento, sua capacidade de projeção.
Quais os riscos envolvidos?
Qual objetivo quero alcançar?
Quem são as pessoas, fatos ou coisas com as quais estou com raiva?
Elabore diferentes cenários para diferentes possibilidades, pois isso lhe ajudará na hora da:
Escolha
Depois de ter refletido sobre os desdobramentos ai você poderá fazer uma escolha que tenha como consequencia algo positivo para você.
É o momento de você traçar sua estratégia.
Execute
Mãos a obra. Nesse estágio você estará consciente, com recursos e cenários que lhe garantirão a melhor atitude.
E tenha sempre, durante todo o processo uma:
Visão Intencionalmente Positiva
Ou seja, lembre-se que as pessoas querem se conectar umas as outras, que ninguém tem como motivação fazer o mal a outro e sim fazer um bem a si mesmo (mesmo que para isso acabe fazendo mal a alguém), que é possível achar uma solução para qualquer problema e que pedir ajuda ou mostrar-se vulnerável traz melhores resultados do que uma cara fechada, um resmungo ou um ataque.
Neste exato momento (se é que você chegou até aqui) você deve estar se perguntando:
To no meio de um acesso raivoso e o mussarela quer que eu faça tudo isso?!?
Tá louco! Só pode ser! Louco de pedra!
Pois bem, saiba que todo o processo acontece num piscar de olhos e fica cada vez mais automático quanto mais você praticar.
Dicaneural: as sinapses ficam cada vez mais fortes e rápidas através da repetição.
Sem contar que isso lhe garantirá os preciosos segundos para voltar ao prumo antes de qualquer atitude impetuosa ou impulsiva.
Ou você nunca ouviu ou mesmo disse: “me desculpe, eu tava nervoso(a) não queria dizer isso…”
Enquanto isso na caixa preta…
A cooperação traz mais benefícios a você do que a vingança. Soltar a raiva só aumenta sua sensação de mal estar. Ser benevolente, mesmo com quem te ferra, faz seu sistema de recompensa (receptores de dopamina) entrar em atividade e dar a você uma sensação de satisfação duradoura.
Ou seja, mesmo se for por puro egoísmo ou apenas para cessar a raiva, a melhor escolha é sempre ajudar, perdoar, cooperar e seguir em frente. Os sintomas da raiva desaparecerão, aquele mal estar incômodo será suavizado muito mais rápido se você escolher pelo caminho da empatia, da compaixão, da conexão.
Eu sei que parece ilógico ser altruista com alguém que te ferra, mas que funciona, funciona…
Mágica? Não, é apenas o instinto de conexão. A natureza é sábia…
(Fonte: http://vocesa.abril.com.br)
Espaço Psicanálise: www.espacopsicanalise.com.br
_______________x_______________
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: www.sbpcnet.org.br
_______________x_______________
http://veveloso.spaces.live.com
_______________x_______________
http://poesiadiaria.wordpress.com/
_______________x_______________
http://www2.uol.com.br/vivermente
_______________x_______________
http://www.cadernodemensagens.net
_______________x_______________
_______________x_______________
http://inconscientecoletivo.net/
_______________x_______________
_______________x_______________
http://meucontodefadasparticular.blogspot.com/
_______________x_______________
_______________x_______________
_______________x_______________
http://blog.sitedepoesias.com.br
_______________x_______________
“Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.”
(Martha Medeiros)
“Qual é o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter, além do corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,vda sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter-se no cargo vai depender de sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora, quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas. Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa moral. Pitchulinha é coisa de retardada. Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância.
Ph neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As inhas não moram mais aqui. Foram pro espaço, sozinhas.”
(Autora: Martha Medeiros)
“Se caíres sete vezes procure levantar-se oito.”
(Provérbio)





Recent Comments