“Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.”
(W. Shakespeare)
Reflexões no DivãPsicologizando o Cotidiano…
mai 31
“Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.” (W. Shakespeare) mai 31
A frase era assim: “Se você tem um jacaré a lhe morder as pernas, a tendência natural é esquecer que seu objetivo principal era drenar o pântano”. A metáfora é muito poderosa. É claro que você, que recebeu a missão de drenar o pântano, ao entrar nele e ser mordido por um jacaré imediatamente esquecerá tudo e se focará em matar o desgraçado. Esse jacaré é o nosso dia-a-dia. Esse jacaré representa o nosso agir sem planejar, sem parar para pensar, o famoso engatar uma coisa na outra. Relembre o seu último dia de trabalho: Dirigindo no trânsito, você fez os planos do dia, organizou a agenda, planejou o tempo a ser distribuído de acordo com suas prioridades. Aproveitando o congestionamento, fez até uma lista usando uma folha do caderno que seu filho esqueceu no carro. Acabou de estacionar e do seu lado um outro gerente diz: “Não se esqueça do relatório que você me prometeu para hoje!!”. Pronto, o primeiro jacaré te pegou!! Aí é vapt, vupt, paulada no jacaré, e você consegue chegar na sua sala. Mal sentou, toca o telefone! O chefe!! “Você viu os resultados das vendas de ontem? Você tem que ir lá na filial falar com o supervisor!”. Pronto. O segundo jacaré te pegou e esse tem a boca grande! De novo paulada para todo lado e você tenta voltar ao plano original, quando entra na sua sala um subordinado que acaba de receber uma proposta com 25% de aumento no fixo e 50% de aumento no variável. Jacarezão de boca aberta, e esse é dos cascudos. Senta, conversa, argumenta, discute, se emociona e a dor da mordida você já nem sente. Consegue adiar a decisão dele até você falar com o RH. Você olha para a lista, aquela feita no caderno do seu filho, já são quase duas horas da tarde e você nem almoçou. Come uma barrinha de cereal e abre o e-mail. Pulam dois jacarés filhotes, dessa vez querendo morder a sua mão. Trinta e sete e-mails! Alguns com horário da madrugada. E você pensa que jacaré dorme? Jacaré competente manda e-mail à 1h35 e ainda fala que vai trabalhar mais um pouco. Ao fim do dia, exausto, faminto, sem ter conseguido tomar um café! Você olha a sua lista de prioridades e se sente um lixo! O que é que eu fiz hoje?? Nem o primeiro item! E como sair dessa? Trabalhando incansavelmente o conceito de prioridade. As suas prioridades são aquelas relacionadas com suas metas, são as tarefas que somam valor, são as que são significativas e claramente percebidas pelos clientes. Não confunda os conceitos de urgente e importante. A urgência é temporal, tem a ver com a cronologia das coisas, e a importância tem a ver com contexto e conteúdo. Trabalhe suas prioridades. Essas sim reúnem o melhor da urgência e da importância, pois foram planejadas por você e de acordo com suas metas e objetivos. Não se deixe iludir pelo fato de, hoje, você conseguir matar três ou quatro jacarés por dia. No final você vai ser mesmo avaliado é pela drenagem do pântano.” (Fonte: Linkedin) mai 31
“Houve um tempo em que minha janela abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refelectidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.” (Autora: Cecília Meireles) mai 31
“Faça o necessário, depois o possível, e, de repente, você estará fazendo o impossível.” (Francisco de Assis) mai 31
Recém-nascidos não enxergam nem ouvem muito bem, mas sua sensibilidade tátil é surpreendente. Antes mesmo do nascimento a capacidade manual para discriminar objetos já está bem desenvolvida, como verificaram pesquisadores da Universidade de Grenoble, na França, ao estudar prematuros nascidos após 33 semanas de gestação. O artigo publicado na revista PLoS One é o primeiro a mostrar que esses bebês, tal como os que nascem no tempo previsto, apresentam um aparato neural maduro para essa habilidade, preferem a novidade e, portanto, já estão aprendendo. Foram analisados 24 prematuros que pesavam, em média, 1,5 kg. Como a maioria deles precisa de cuidados médicos especiais na primeira semana de vida, os testes foram realizados 15 dias após o parto. O experimento se baseou no conceito da habituação, no qual os bebês, uma vez expostos a diferentes estímulos sensoriais, exibem maior interesse pela sensação nova e respondem cada vez menos àquilo que já foi apresentado. Os pesquisadores colocaram na mão dos bebês um prisma e um cilindro, de forma alternada e repetida. Se fossem mesmo capazes de discriminar os dois objetos, os pequenos os segurariam por mais tempo quando fossem apresentados pela primeira vez, manipulando-os menos tempo na segunda vez, e assim sucessivamente. Quando o estímulo fosse trocado (o prisma pelo cilindro, e vice-versa), eles demorariam mais tempo para soltar o objeto. Foi exatamente o que aconteceu, sem haver diferença entre os testes que usaram a mão direita ou a esquerda. Os resultados são surpreendentes também porque a coordenação motora dos bebês nessa idade é bastante limitada, o que mostra a maturidade dos receptores táteis e das vias neurais responsáveis pelo processamento desse tipo de estímulo. É bem possível que essa habilidade esteja bem desenvolvida também em outras partes da superfície corporal, o que explicaria a importância do contato físico – sobretudo com a mãe – nessa fase inicial da vida, segundo os autores. Para eles, essas evidências devem ajudar profissionais de neonatologia a otimizar a manipulação dos bebês prematuros para reduzir o estresse do ambiente hospitalar.” (Fonte: Revista Mente e Cérebro, Abril/10) mai 30
“ O uso compulsivo da comunicação virtual está frequentemente associado a sintomas depressivos. A conclusão é de um estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que avaliou 1.319 voluntários com idade entre 16 e 61 anos. Do total, apenas 1,2% dos voluntários foi considerado dependente da rede mundial de computadores, mais foi aí que se concentrou a maioria dos casos moderados ou graves de depressão. Nesse grupo, as pessoas tinham 21 anos, em média. Segundo os autores, não é possível saber se depressivos são atraídos pela internet ou se é o uso da rede que intensifica a tendência ao distúrbio. Eles argumentam que o mais importante é analisar as implicações dessa relação e estabelecer claramente os efeitos dessa prática na saúde mental. O objetivo é evitar casos como os da cidade de Bridgend, no País de Gales, em 2008, quando vários adolescentes, todos usuários compulsivos de internet, se suicidaram.” (Fonte: Revista Mente e Cérebro, Abril/10) mai 30
Todas as noites um homem diferente. Às vezes dois, às vezes trocando de parceiro com as amigas, às vezes todos juntos. Ella era feliz assim, muito feliz apesar da pobreza. Passava por grandes apertos, muitas vezes sem ter o que comer e mesmo assim não desanimava! Ao cair a noite vestia a melhor roupa, linda de batom vermelho e ia pra rua, dançava até o amanhecer. Ella não vendia o corpo. Fazia porque gostava, fazia porque queria e era quase uma necessidade, talvez em busca de um carinho que nunca teve, mesmo que coberto de frieza e sexo. Ella queria essa fuga e essa dor do vazio do depois. Ella queria mais, queria o pecado que Ella mesma não sabia o que era e mesmo assim não se permitia pensar. Sentia raiva do mundo e queria se vingar da hipocrisia de todas as pessoas que conhecia. Eles não se importavam, só sabiam julgar seus atos considerados obscenos. Ella tinha vontade de cuspir na cara das pessoas e gritar que era livre e só, ninguém a sustentava, que fossem cuidar de suas vidas! Um dia amanheceu diferente e Ella sentiu diferente, outro gosto e outra sensação. Beijos na boca com sofreguidão e abraços sentidos, afoitos, quase desesperados de afeto. Ella e Mariana… nunca imaginou nada assim. Mariana contou que era rica e tinha quase 30 anos, era linda e independente. Mulher feminina e delicada e Ella ainda não entendia como se encontraram na noite passada. Não importava, não agora. Ella tinha certeza de que algo grande havia acontecido, pelo amor ou pela dor. Carinho real e sincero, duas almas em uma, talvez amor, quem sabe? Mais um beijo doce e demorado. Mariana finalmente saiu da cama se espreguiçando e foi para o banho. Ella a admirava com o coração e os olhos afundados na esperança de uma vida nova. Mariana saiu do banho, vestiu suas roupas, abriu a bolsa e tirou dali um maço de cigarros e outro de dinheiro, largando na cabeceira da cama. Disse à Ella que era casada e que nunca mais a procurasse, que fingisse não conhecê-la se a encontrasse na rua… Ella ficou ali durante muito tempo depois daquilo, talvez o dia inteiro, pensando em como seu coração era frágil e por breves instantes quis morrer, mas não chorou. “Que se explodam!” Ella iria viver até o fim dos seus dias acreditando que seria possível. Mariana…” (Fonte: Blog A Moça do Sonho) 2010 Reflexões no Divã. iPod converter. |
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