dez 30
“É da infância que emana a mais profunda filosofia, quando a criança formula, como se fossem novas, as perguntas mais antigas da espécie. Nunca nos esqueceremos da primeira vez que experimentamos o verdadeiro assombro com o infinito. Meninos e meninas são fascinados com a dúvida sobre o que existe depois do depois do depois, magicamente envolvidos pela idéia de não estarmos sozinhos no universo.
Mas a gente cresce… Com o tempo, nos acostumamos à falta de respostas. Surgem mistérios mais prosaicos, enigmas desse planeta mesmo. Vem a adolescência, volta-se a atenção para o próprio umbigo e para os alheios, e daí o amor, o trabalho e o relógio…”
(Sidarta Ribeiro, Revista Mente e Cérebro, edição 199)
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